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130.º Aniversário da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vouzela

 

 

 

 

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vouzela é uma das mais antigas do país e, seguramente, da região de Lafões, tendo a mesma idade da sua congénere de S. Pedro do Sul. Este ano de 2015, domingo, 19, dia das comemorações de seu aniversário, houve uma grande coincidência: é que foi em 19 de Julho de 1885 que apareceu pela primeira vez em actuação. A festa começou logo pela manhã com o hastear da Bandeira, seguindo-se a romagem ao cemitério e a Missa solene na Igreja Matriz. Estes foram os momentos de emoção, evocação, homenagem e preito a quem já aqui não está connosco, mas jamais se esquece.

Para vincar o valor desta gente que tudo faz pelos outros, não pensando sequer em si no momento de intervir, foram sábias as palavras do Padre Marcelino, quando disse que estava perante verdadeiros sacerdotes do sacrifício em prol da comunidade, cheios de uma mística muito especial. Ficou, as-sim, quase tudo dito. Entrando-se na componente social, depois das saudações às entidades presentes, em modo de protocolo oficial, com os Bombeiros e a Fanfarra alinhados e conscientes da sua nobre missão, destacando-se as crianças que fazem acreditar no futuro sustentado desta Instituição, procedeu-se à bênção e inauguração de uma nova viatura, destinada a "Transportes de doentes não urgentes", matrícula 23-PV-55, ou seja, urna ambulância com uma nova designação e terminologia, que está a dar que falar, como teremos oportunidade de referir.

 

Uma rica sessão solene com muito sumo

Com a Mesa presidencial muito bem com-posta, ali se sentaram a Presidente do Conselho Fiscal, Regina Marques, o Presidente da Federação Distrital de Bombeiros, José Amaro, o Vogal da Liga, José Requeijo, o Presidente da Assembleia Municipal, Telmo Antunes, o Presidente da Câmara Municipal, Rui Ladeira, o Presidente da Assembleia-Geral, Luís Alcides Melo, o Comandante Operacional Luís Campos, o Presidente da Direcção, Carlos Lobo e o Comandante local, Joaquim Tavares. Viveram-se ali, de novo, muitas emoções, 

sobretudo quando foram distinguidos com o "Grau Ouro 20 anos" João Luís Sousa Matos, Álvaro Acácio Almeida Gomes e Luís Fernandes da Silva e com o "Grau Ouro Serviços Distintos", José Aurélio Martins Cosme (Nino) e Alberto Alves, sendo que, com estes dois Bombeiros, se assistiu a um pormenor deveras significativo: a oferta a suas esposas de um ramo de flores, assim simbolizando o apreço que se tem pelas sacrificadas famílias de quem ali tanto dá de si mesmo em todas as circunstâncias e ocasiões. Também o Comandante Henrique Pereira, na hora da despedida, foi agraciado pela Associação local pelos bons serviços desempenhados na esfera distrital.

Com a Vera Milheiro na condução dos trabalhos, o Presidente da Direcção, Carlos Lobo, por entre muitos agradecimentos e provas de reconhecimento, pôs em destaque a muito boa colaboração e cooperação recebidas de todas as entidades oficiais e particulares, decorrendo, disse, neste momento mais uma campanha de ligação com o tecido empresarial que está a ter êxito assinalável.

José Amaro, em nome da Federação a que preside, vê em cada Bombeiro um orgulho e uma bandeira, tendo afirmado o solene propósito de tudo fazer pelo bem-estar e sustentabilidade de todas as Associações. Enfatizou, protestando, o facto de a citada viatura não estar isenta de tributações só por não ser considerada uma ambulância, o que acha um absurdo. Falou ainda na quebra de 800 elementos em todo o distrito, o que é grave e que algo pode ter a ver com o fim dos parcos incentivos, como isenção de taxas moderadoras, antes dadas a todo o corpo activo, entre outras.

Por sua Vez, Luís Campos, defendendo que é preciso saber comemorar e recordar, frisou a necessidade de se seguirem normas de segurança, porque as vidas não têm preço. Com o peso institucional da Liga, José Requeijo, acrescentou a ideia de que é fácil (?) adquirir equipamentos mas é dificílimo "fazer" Bombeiros. Aludiu à nova Lei de Financiamento das Associações, lamentando o facto de a ANMP não ter aderido a este projecto, pelo que solicitou os bons ofícios de Rui Ladeira nesse mesmo sentido. Vincando o papel da Liga, atirou-se de alto a baixo à ANPC por considerar que, no que reporta à tal viatura, ter dado um parecer negativo, feito, aliás, por quem nem estava habilitado para essas informações.

 

Com Bombeiros assim, o Presidente da Câmara está descansado

Ao aludir às várias intervenções anteriores, na qualidade de responsável máximo pela Protecção Civil concelhia, Rui Ladeira disse bem compreender as necessidades apontadas, adiantando que o Município a que preside sempre tem estado do lado certo ao ajudar esta Instituição. Mas a qualidade de seus serviços, a sua dedicação e entrega à causa pública deixam-se calmo, sereno e descansado quanto às funções desempenhadas. Em matéria, por exemplo, de equipamentos deixou ali a boa novidade de que os Bombeiros vão ter botas novas a breve prazo, por assim já estar decidido. Falou ainda na candidatura em curso para o reforço do sistema de comunicações na área territorial do concelho, algo que considerou de muita importância.

Finda a Sessão Solene, foi a vez e a hora de os Bombeiros virem para a rua em desfile pela vila que contou também com as cerca de três dezenas de viaturas, em marcha lenta, ao som da Fanfarra, de seus apitos e da "voz" da sirene que não parou de assinalar os momentos festivos que se estavam a viver. Como 130 anos não são 130 dias, este é um honro-so e glorioso passado que a AHBV de Vouzela tão bem pôs em prática, o que se viu também no almoço--convívio, que contou com a presença de toda esta grande família, incluindo antigos elementos, o que foi lindo de ver e aplaudir.

 

in Notícias de Vouzela (► CR)